Blog da Pands

26/03/2007

ah!
quanta política, quantas reportagens, quantas teorias sociológicas tornam-se absolutamente tolas diante de um autêntico rock. pense, por exemplo, no socialismo, no anarquismo, na USP, no PT e no diogo mainardi e observe como todos parecem grandessíssemos patetas diante desta delicada canção de jonathan richman:


ei, temos muito trabalho pela frente hoje!
vamos fazer um rock no prédio do governo
porque as secretárias precisam se sentir melhor
enquanto botam os selos nas cartas

ah, eles têm tantas mesas e cadeiras legais!
uh-uh, lá no prédio do governo
mas nós temos que fazer as secretárias se sentirem melhor
enquanto elas selam as cartas

uh, temos que fazer rock sem parar!
uh uh, lá no prédio do governo
não vamos parar enquanto as secretárias não sorrirem
e os office boys, temos que vê-los pulando de alegria
so let’s rock-a-rock-rock-rock-a nonstop!
ah veja!
sorriso de secretária!
vamos ajudá-las!
pegue os equipamentos!
rock-a!
isso!
pegue aquele sentimento de dentro e vamos transmiti-lo!
estas secretárias têm que pular, elas não podem sentar!
ah, vai ser legal!
ah, isso, dançando!
yeah, yeah!
government center, the modern lovers - tradução by anapunks entertainment



marx? durkheim? caio prado júnior? carta capital? caros amigos? oh, god, deixe-me com modern lovers.

Escrito por ana pands às 20h04

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25/03/2007

domingo...

...lendo Tristessa - jack kerouac apaixonado por uma prostituta índia junkie com olhos de billie holliday misteriosos e semicerrados e com pestanas compridas e tristes e com uma grande voz melancólica e com curvas lindas moldando a pele de seu rosto cor de café e textura de pêssego. quem não se apaixonaria? só um covarde.

Escrito por ana pands às 16h23

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23/03/2007

uma nota sobre o filme...

...o cheiro do ralo: meio fétido, meio erótico, quero dizer: há a bunda, ela é gostosa, redondinha, mas favor não esquecer que logo ali está o cu, que pode exalar odores desagradáveis, entre outras coisas.
essencialmente, humor negro e riso nervoso. tem que ver.

Escrito por ana pands às 17h53

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21/03/2007













Escrito por ana pands às 10h19

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19/03/2007



tenho carregado minhas olheiras a lugares escuros e esfumaçados com uma freqüência não muito saudável, de modo que não tem sobrado forças para este blogue.
ou,
como disse mina van helsing a seu pai, logo após ter conhecido o drácula :

- papai eu cometi… atos questionáveis!

bem… só mais um minuto e já volto. um beijo.

Escrito por ana pands às 11h25

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12/03/2007

parte III

foram tantos anos de desprezo, risadinhas, comentários maldosos, sadismo... e agora, tentando escrever esta tragédia, cometo mais uma vileza: não era carmem; era carmen.

Escrito por ana pands às 17h36

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08/03/2007

parte II

carmem era vergonhosamente desajeitada.
o que fazer quando se é um completo desastre com as coisas práticas, e um imbecil deslumbrado com as abstratas?

Escrito por ana pands às 18h59

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07/03/2007

carmem - parte I

são cinco horas da manhã e ainda estou tremendo. resolvi escrever para dividir com vocês o peso da história que vivi há algumas noites, porque sozinha não agüento. parece que nunca mais vou conseguir dormir tranqüilamente, nunca mais aquela cervejinha no fim da tarde vai aliviar as tensões, nunca mais a voz cúmplice de um amigo vai trazer serenidade. parece que nunca mais vou ter nenhum tipo de prazer leve, porque a partir de agora, e pra todo o resto da minha vida, vou sempre me lembrar da história da carmem. uma história densa, sufocante, pesada. ironicamente, tudo só aconteceu depois que ela emagreceu. mas antes dos fatos, algumas explicações:

conheci a carmem no ginásio. ela era simultanemante gorda e inteligente em plena pré-adolescência e me parece óbvio que, depois de uma frase dessas, só pode vir desgraça. (aliás, “pré-adolescente-gordo” deve ser cadeira obrigatória em qualquer curso de psicologia, ao lado de “patologias” e “complexos”.) éramos todos muito cruéis com a carmem, mas tenho certeza que ninguém esperava a vingança que viria.

continua…

Escrito por ana pands às 11h40

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05/03/2007

dor

ainda estou paralisada com o suicídio da carmem. os amigos que acompanharam a história toda sabem porquê. sinto necessidade de escrever sobre isso, mas hoje não dá. sem mais,

Escrito por ana pands às 13h39

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01/03/2007

ainda o galan

como não escrever as histórias de marcius galan, aquele que no meio do trabalho se levanta e diz “GENTE, POSSO FAZER UM PASSO DE DANÇA RUSSA?” e, sob olhares curiosos, faz o tal passo (braços cruzados sobre o peito, corpo abaixado sustentado por uma perna dobrada e outra esticada, depois inverte e assim por diante) que dura exatos dois segundos? (quem viu, viu, quem não viu, espera a próxima!) sob gargalhadas gerais, ele conta que uma vez, em chicago, foi a uma festa de b-boys, daquelas com uns negão do hip-hop girando a cabeça no chão, altas manobras aéreas, todo um gingado peculiar no meio da roda. e ele foi e fez a dança russa. resultado: b-boys e b-girls de todos os tipos estirados no chão de tanto rir.

Escrito por ana pands às 15h31

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