Blog da Pands

30/07/2007



dreher caubói esquenta. e cura miopia. este blógue continua em busca de respostas, sem saber exatamente qual é a pergunta. sugestões são sempre bem-vindas. por exemplo: bem-vindas tem hífen? hífen tem acento? dá pra confiar no pessoal da nasa? acima, a imagem mais impressionante já obtida pela humanidade: a infância do universo, “apenas” um bilhão de anos depois do big bang (5% da idade atual). são mais de dez mil galáxias nesta foto, sendo que a via láctea é só um pontinho. este moço aqui diz que a imagem devia estar em TODA igreja de QUALQUER religião - faz sentido!...

Escrito por ana pands às 01h45

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29/07/2007




















queria encontrar aquele moço que em 99 inventou o napster
só pra agradecer

Escrito por ana pands às 18h24

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27/07/2007

pandez: estou a um passo do alcoolismo.
rei: de quem vem ou de quem vai?

Escrito por ana pands às 16h25

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25/07/2007

portuñol selbage

xico sá, o homem que faz a vida valer a pena, defende el portuñol selbage em nosso luz del fuego no rrrádio (link ao lado) y por una casualidad hoy un amigo disse: “chica de mi corazón! cola aqui com nóis, puerra, a parada tá bem loca!” - haciendo florecer una nueva lenguaje, el portuñol selbage de mano da perifa! isso mostra que a coisa é deliciosa e não tem limites. se chegar nos operadores de telemarketing, vira tática de guerrilha! besos!

Escrito por ana pands às 19h40

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diálogo otimista na padaria, às oito da matina:

homem: teu problema é que você é muito complicada.
mulher: pelo contrário. meu problema é ser extremamente simples. mas como o resto do mundo é complicado, não consigo me adaptar.

tem sua lógica!

Escrito por ana pands às 14h33

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24/07/2007



como amar, se deprimir, tirar sarro e cheirar cola ao mesmo tempo:

my heart is broke
but I have some glue
help me inhale
and mend it with you
we'll float around
and hang out on clouds
then we'll come down
and have a hangover

Escrito por ana pands às 00h10

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22/07/2007


domingo = impaciência

mas pernas tremendo não levam a lugar nenhum.
veja bem:

em "cão sem dono" (beto brant), o sujeito fica o tempo todo de cuequinha, num apê quase vazio, e diz que "tem muita coisa pra fazer" antes de se jogar num colchão e dormir.

em "encontros e desencontros" (sofia coppola), charlotte, linda, jovem e melancólica, diz que se sente estagnada.

cass, a mulher mais linda da cidade (bukowski), passa os dias a estragar sua beleza, assim como tristessa (kerouac), sagrada e viciada em morfina.

em "uma aprendizagem ou o livro dos prazeres" (clarice lispector), loreley não consegue acertar o passo com as coisas ao seu redor; "seu descompasso com o mundo chega a ser cômico de tão grande".

na peça "roxo" (de jon fosse, recentemente montada por fernanda d'umbra), é difícil suportar os longos silêncios e os diálogos mínimos dos adolescentes que querem montar uma banda mas não conseguem tocar (nem namorar, nem conversar).

kurt cobain diz em seu bilhete de suicídio que precisava estar ligeiramente entorpecido para recuperar o entusiasmo que tinha quando era uma criança.

o homem do subsolo (dostoievski), irritadiço e doente, sem se tratar apenas por raiva, percebe que não conseguiu ser nada, "nem bom nem mau nem canalha nem honrado nem herói nem inseto".

e acima de tudo - esta é a mais deliciosa tortura! - em "O JOGO DA AMARELINHA" (cortázar), HORÁCIO OLIVEIRA busca incessantemente a "cidadania do mundo", fazendo dialética até da sopa e tirando sarro de si mesmo exatamente por isso; levando mais de quinhentas páginas para renunciar a tudo e enlouquecer:

"sair, fazer, pôr em dia, não eram coisas que o ajudassem a adormecer. pôr em dia. que expressão essa! fazer. fazer algo, fazer o bem, fazer pipi, fazer tempo: a ação em todas as suas complicações. contudo, detrás de toda e qualquer ação, havia sempre um protesto, pois todo fazer significava sair de para chegar a, ou mover algo para que ficasse aqui e não ali, ou entrar numa casa determinada em vez de entrar ou não entrar na casa ao lado, significando isso que em qualquer ato havia sempre a confissão de uma falha, de algo ainda não feito e que era possível fazer, o protesto tácito diante da contínua evidência da falha, da mesmice, da imbecilidade do presente. acreditar que a ação pode culminar ou que a soma das ações pode realmente equivaler a uma vida digna desse nome era uma ilusão de moralista. mais valia renunciar, pois a renúncia à ação era o próprio protesto e não a sua máscara. oliveira acendeu outro cigarro e esse mínimo fazer obrigou-o a sorrir ironicamente e a troçar de si mesmo no próprio ato. as análises superficiais, quase sempre viciadas pela distração e pelas armadilhas filológicas, pouco o preocupavam. a única coisa certa era o peso na boca do estômago, a suspeita física de que algo não ia bem, de que quase nunca fôra bem. não se tratava sequer de um problema, mas sim de ter-se negado sempre, desde cedo, às mentiras coletivas ou à solidão rancorosa daqueles que começam a estudar os isótopos radioativos ou a presidência de bartolomeu mitre. se escolhera algo desde jovem, esse algo fôra não defender-se por meio da rápida e ansiosa acumulação de uma "cultura", truque muito característico da classe média argentina para tirar o corpo da realidade nacional e de qualquer outra e para julgar-se a salvo do vazio que a rodeava. talvez, graças a essa espécie de fuga sistemática, como a definia seu camarada traveler, horácio oliveira conseguisse evitar o ingresso nessa ordem farisaica (em que militavam muitos amigos seus, em geral de boa-fé, já que a coisa era possível, havendo mesmo exemplos), a qual acabava sempre por evitar o fundo dos problemas mediante a uma especialização de qualquer ordem, cujo exercício conferia ironicamente os mais altos títulos de argentinidade. além do mais, oliveira considerava muito fútil e fácil misturar problemas históricos, como ser argentino ou esquimó, com problemas como o da ação ou o da renúncia. já vivera o suficiente para suspeitar daquilo que, embora esteja debaixo do nariz de todos, poucas vezes se percebe: o peso do sujeito na noção do objeto."
(...)

"nesse tempo, já me dera conta que procurar era a minha sina, emblema de todos aqueles que saem de noite sem qualquer finalidade exata, razão de todos os destruidores de bússolas. a maga e eu falávamos de patafísica até nos cansarmos, já que a ela também acontecia (e o nosso encontro era isso mesmo, e muitas outras coisas tão obscuras quanto o fósforo) cair inesperadamente nas exceções, encontrar-se metida em casas que não eram as nossas, e isso sem desprezar quem quer que fosse, sem pensarmos que éramos maldorores em liquidação ou melmoths privilegiadamente errantes. não creio que o vaga-lume extraia grande petulância do fato indiscutível de ser uma das maravilhas mais fenomenais deste circo e, apesar disso, bastará supor que ele tenha uma consciência para compreender que, de cada vez que a sua barriguinha se acende, esse bicho de luz deve sentir qualquer coisa semelhante a uma cócega de privilégio."
(...)
"nesse tempo, andava apreensivo e o mau hábito de ruminar longamente cada coisa tornava-se desagradável, mas era inevitável. tinha pensado muito no grande assunto, dando voltas e voltas na cabeça, e o desconforto em que vivia por culpa da maga e de rocamadour incitava-o a analisar com crescente violência a encruzilhada em que se sentia metido. quando isso sucedia, oliveira pegava numa folha de papel e escrevia as grandes palavras pelas quais ia resvalando a sua ruminação. escrevia, por exemplo: "o grande hassunto", ou "a hencruzilhada". era suficiente para começar a rir e tomar outro mate com mais vontade. "a hunidade", hescrevia holiveira. "o hego e o houtro". usava os hagás como outras pessoas usavam a penicilina. depois, voltava ao assunto, mais devagar, sentindo-se melhor. "o himportante é não hinchar", dizia holiveira, falando consigo mesmo."
(...)
"sabia-se espectador à margem do espetáculo, como estar num teatro com os olhos vendados."
--



pois bem.
tudo isso junto pode causar ansiedade e aflição!!!
tudo isso junto, num domingo à noite, quando a chegada da segunda-feira vai se tornando inevitável, pode parecer um desespero, uma tortura -
mas comparado à voz do faustão e à musiquinha do fantástico é um imenso prazer, de modo que só me resta, definitivamente, abrir um vinho, ligar o som no último e comemorar.
então um brinde e boa semana para todos!

Escrito por ana pands às 22h21

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19/07/2007

coisas como esse acidente da tam realmente botam a gente pra baixo. todo mundo fica meio deprimido (menos quem já é naturalmente deprimido que, segundo um amigo meu, fica puto por não ser mais o centro das atenções). há poucos dias, já tava de bode dessas notícias megalomaníacas sobre pan, copa américa, eleição do cristo e toda essa papagaiada, mas agora ficou pequeno... pior é ver a cara de cu do william bonner. e tem mais: quem tem menos de 25 anos nunca viu o brasil crescer. e o rock morreu. haja animação!

obs.: andam perguntando cadê o ronas, ah, o ronas... ele está aqui.

Escrito por ana pands às 13h48

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17/07/2007



pacolli represents

Escrito por ana pands às 10h13

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16/07/2007

***

o dunga, a daiane, o lula, o renan, o cristo redentor, o papa: fodam-se.

"não ando sentindo necessidade de arcar com as dores da humanidade. minha consciência sabe se infernizar de mil outras maneiras." (reinaldo moraes)

COMO OS ESQUIMÓS RESOLVEM SEUS PROBLEMAS:
ao invés de julgamento em tribunal, os esquimós fazem concurso de tambores e xingamentos.
as partes envolvidas ficam uma de cada lado, batucando e trocando insultos.
ganha quem xingar melhor.
geralmente os problemas são causados por intrigas de mulheres.

Escrito por ana pands às 13h39

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13/07/2007

há neste mundo um livro chamado “A HISTÓRIA DE TODAS AS PESSOAS DO MUNDO, DESDE SEMPRE”. evidentemente são muitas páginas, por isso, recomenda-se ler apenas o primeiro e o último parágrafo:

PRIMEIRO PARÁGRAFO:
“nosso estudo vai retroceder três milhões de anos e começar no ponto em que o homem, destacando-se entre os outros primatas superiores, iniciava sua lenta evolução em busca da consciência de si mesmo.”

ÚLTIMO PARÁGRAFO:
“todas essas questões, enfim, permanecem em aberto.”

Escrito por ana pands às 11h36

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12/07/2007

dai-me


daimistas em céu do mapiá, amazonas.
(foto: andré d'amato, national geographic, jun/07)

sempre imaginei que Daime, o santo, era um barbudinho sábio e místico, meio estrábico. quanta ignorância! nunca existiu nenhum santo Daime; o nome da doutrina vem das repetidas invocações feitas nas cerimônias: "dai-me luz, dai-me força, dai-me amor, dai-me, dai-me..." ...uau!

Escrito por ana pands às 22h29

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08/07/2007

cosa nostra

madrugada, meio grogue, zapeando entre dois canais de tevê: em um, passava CASINO, o filme do scorsese; no outro, o jornal falava dos recentes acontecimentos no SENADO BRASILEIRO. rapidamente, as duas histórias se misturaram em meu pobre e massacrado cérebro – claro que, no CASINO, existe charme e glamour, os ternos são muito melhores e sharon stone é muito mais gata que monica veloso – mas o ENREDO TAVA TÃO PARECIDO!...

Escrito por ana pands às 17h48

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05/07/2007

alto*contraste



a lygia grafita enquanto o caio descansa. lindos!
no minhocão!
mais street art de alto-contraste aqui

Escrito por ana pands às 10h57

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02/07/2007

histórias com crianças e bichos

esboço para livro infantil

criança quer bicho de estimação. família compra tartaruga. criança fica feliz.
família constrói cercadinho no quintal, para tartaruga. todos vão dormir felizes.
no dia seguinte, criança vai ver a tartaruga e só encontra a carcaça.
família não contava com o formigueiro-assassino no cercadinho.

* * *

mulher vai à feira. estão doando pintinhos tingidos. mulher pega um pintinho rosa-choque, um azul e um verde, para as filhas. mulher chega em casa e resolve lavar os pintinhos. telefone toca. quinze minutos depois, na pia, há três pintinhos amarelos afogados em água colorida.

* * *

família vai viajar e chama o vizinho-amigo para cuidar dos gatos. vizinho-amigo tem um ou dois probleminhas com o álcool. algumas vodkas depois, vizinho-amigo conclui que os gatos não conseguem tomar o leite direito, porque seus bigodes atrapalham. vizinho-amigo corta os bigodes dos gatos. família volta e nota algo estranho nos bichos, mas não consegue entender o quê. gatos enlouquecem.

Escrito por ana pands às 14h21

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