y despues de la mtv, juliette, lets go to the towerrrr, why not? rarará mallory knox quem já num brincou de mickey and mallory? do u remember? . . . . . . .
Poetry Machine, for 2 players um jogador (o ‘poeta’) faz poemas, representados aqui por batatas. O outro jogador (o ‘crítico’) analisa os poemas usando o martelo.
well some people try to pick up girls and get called assholes this never happened to Pablo Picasso he could walk down your street and girls could not resist his stare and so Pablo Picasso was never called an asshole
3. cortázar do dia:
"tolices que costumam ser ditas: 'se eu tivesse força suficiente, faria isso ou aquilo'. é possível, se a força te fosse dada agora, milagrosamente. mas se tivesses crescido envolto em tua força, escravo de tua força, estarias do lado dos que agarram."
4. tema para romance: alguém amou alguém............... etc.
5. tema para tese antropológica: às vezes ocorre a impressão de que o senado, o congresso, as grandes corporações, a televisão, o jornalismo, o underground, enfim, os mundinhos todos, podem ser vistos sob o prisma de uma quinta série qualquer, havendo as turminhas, o puxa-saco do professor que sempre tira A, os que fazem cagadas, os que deduram quem fez cagada, os que cabulam a aula, os que são apenas burros mesmo. enfim. serve para o mundo dos blogs também.
nosso querido REINALDO MORAES está no méxico, escrevendo uma história de amor, bebendo tequila e comendo tacos com uma variedade de pimentas que, segundo ele mesmo, deixam o sujeito cagando mole 100% do tempo. é possível escrever um ROMANCE nessas condições intestinais? eu não sei, mas ele tá escrevendo logo dois. e ainda nos manda suas impressões, como:
"ídolo de terracota agachado com capacete em forma de panetone amassado e uma expressão de quem acabou de peidar no elevador lotado."
um texto do tempo do ronas, bastante apropriado a este momento da absolvição do renan:
“toda votação é uma espécie de jogo, como o de damas ou o gamão, com um leve matiz moral, um jogo com o certo e o errado, com questões morais, naturalmente acompanhado de apostas. o caráter dos votantes não está em discussão. dou meu voto, talvez, ao que considero direito, mas não estou vitalmente interessado em que este direito prevaleça. disponho-me a deixar isto nas mãos da maioria. a obrigação desta, portanto, jamais excede a da conveniência. mesmo votar em favor do direito é não fazer coisa alguma por ele. significa apenas expressar debilmente aos homens seu desejo de que ele prevaleça. um homem sábio não deixará o direito à mercê do acaso, nem deixará que ele prevaleça por meio do poder da maioria. não há senão uma escassa virtude na ação de multidões de homens. quando a maioria finalmente votar a favor da abolição da escravidão, será porque esta lhe é indiferente ou porque não haverá senão um mínimo de escravidão a ser abolida por meio de seu voto. eles, então, serão os únicos escravos. somente o voto de quem afirma sua própria liberdade através desse voto pode apressar a abolição da escravidão.”
“quanto a adotar os meios que o estado propiciou para remediar o mal, nada sei sobre eles. levam tempo demais e a vida se esgotaria. tenho outros assuntos com que me preocupar. vim a este mundo não, principalmente, para fazer dele um bom lugar para se viver, mas para viver nele, seja bom ou mau. um homem não tem que fazer tudo, mas algo, e não é porque não pode fazer tudo que precisa fazer esse algo de maneira errada.”
“encontro diretamente, frente a frente, esse governo americano, ou seu representante, o governo do Estado, uma vez por ano – não mais – na pessoa do coletor de impostos. este é o único modo pelo qual um homem na minha situação pode necessariamente encontrá-lo. e então ele afirma claramente: RECONHEÇA-ME. e a maneira mais simples, mais efetiva e, no atual estado das coisas, mais indispensável de tratar com ele sobre este assunto, de expressar nossa pouca satisfação e carinho em relação a ele, então, é negá-lo. o coletor de impostos, meu semelhante, é exatamente o homem com quem tenho de tratar – pois, afinal, é com homens que brigo e não com pergaminhos – e ele escolheu voluntariamente ser um agente do governo. como ele poderá saber, com certeza, o que é e o que faz como representante do governo, ou como homem, até que seja obrigado a decidir se irá tratar a mim, seu semelhante, por quem tem respeito, como um homem bem-intencionado e um seu semelhante, ou como um maníaco e perturbador da ordem, até que seja obrigado a ver se tem condições superar este obstáculo a sua urbanidade sem um pensamento ou um discurso mais rudes e impetuosos correspondentes a sua ação? estou certo de que se mil, se cem, se dez homens aos quais pudesse nomear – se dez homens honestos apenas – ah, se um homem HONESTO, neste estado do massachusetts, deixando de manter escravos, decidisse realmente retirar-se desta sociedade e fosse por isso encarcerado, isso significaria o fim da escravidão nos estados unidos. pois não importa o quão limitado possa parecer o começo: aquilo que é bem feito uma vez está feito para sempre. mas preferimos falar sobre isso. esta é a nossa missão, dizemos. a reforma tem a seu serviço um grande número de jornais, mas nenhum homem.”
“não pago imposto individual há seis anos. por causa disso, certa vez, fui colocado na cadeia por uma noite. e, enquanto contemplava as sólidas paredes de pedra, com dois ou três pés de espessura, a porta de madeira e ferro, com um pé de espessura, e a grade de ferro que filtrava a luz, não pude deixar de ficar impressionado com a insensatez daquela instituição que me tratava como se eu fosse um mero amontoado de carne, sangue e ossos, pronto para ser aprisionado. estranhei que ela tenha concluído, por fim, que aquele fosse o melhor uso que poderia fazer de mim e que não tenha pensado em aproveitar-se de meus serviços de algum modo. vi que, se havia um muro de pedra entre eu e meus concidadãos, havia um outro ainda mais difícil de galgar e transpor para que eles pudessem tornar-se tão livres quanto eu.”
a desobediência civil – thoreau na época do ronas, vinha na cesta básica. agora tem pra baixar, não sei onde, mas é só SURFAR NA NET que tem!
quem trabalha ou já trabalhou em FIRRRMA sabe das forças sobrenaturais que regem este ambiente. por exemplo, 99% dos problemas URGENTÍSSIMOS que aparecem são absolutamente irrelevantes e se resolvem sozinhos se você simplesmente ESPERAR. o outro 1% é o dilema “onde vamos almoçar”. no mais, trabalho é trabalho e não problema. assim, quando a mocinha vier te trazer algum PROBLEMA-URGENTÍSSIMO, ocupe-se com alguma outra tarefa de sua preferência. (a propósito: por que será que, desde a criação do universo até a criação dos departamentos de marketing, todos os problemas urgentíssimos vêm pelas mãos de uma MOCINHA???)
essas tarefas podem ser desde as mais simples como ir tomar um café ou arrumar a mesa e as gavetas até as mais elaboradas, como cortar a pata de uma aranha, botá-la num envelope e enviar para o Senhor Ministro das Relações Exteriores.
* * *
mas estou contando isso porque ao arrumar minha mesa e gavetas encontrei coisas maravilhosas – recados sem sentido, desenhos antigos, um chinelo do bruno e uma pasta de IDÉIAS QUE NÃO FORAM PRA FRENTE. entre elas, havia uma página enigmática com o título TROCADILHOS INFAMES. é uma lista de trocadilhos que começam péssimos, ficam insuportáveis e depois incompreensíveis. foi pensada em conjunto em alguma REUNIÃO URGENTE. veja bem:
LISTA DE TROCADILHOS INFAMES c/ nomes de gente da música o ritmo poético da leitura deve ser o mesmo de “os mano pô, as mina pá”
1. eu não sinto nada. o 50 cent. 2. eu moro em sobrado. o marilyn, mansão. 3. eu aperto stop. o cold, play e a cat, power. 4. eu vou. the mars, volta. 5. eu pago em cheque. o johnny, cash. 6. eu sou sênior. a sandy, junior. 7. eu uso pc. a fiona, apple. 8. a minha perna firme tá. a do afrika, bambaa taa. 9. eu shop girls. o pet shop boys. (?) 10. eu não tenho. era a miss kittinha. (???) 11. eu sou inquilino. a ma, donna. 12. eu nunca fui. o frê, já. 13. eu vou. o emi nem vai. 14. eu vejo bush. o m vê bill. 15. eu prefiro ovelha. o marcelo, camelo, e o david, bowie. (oh deus...) 16. eu tô sem pato. a ivete, sem galo. 17. eu não manco. o arctic monkeys. (oh deus, oh deus!...) 18. eu estou rouca. a gwen está fanha. 19. eu sou de nylon. o bob dy lan e o felipe dy lon. (???) 20. eu prefiro bolo de fubá. o charlie, brownie.
...a lista vai até o número 39 mas já deu, né? ai, ai... que bom que algumas idéias não vão pra frente....
* * *
agora, pra subir o nível:
“que ocupação maravilhosa é cortar a pata de uma aranha, metê-la num envelope, escrever Senhor Ministro das Relações Exteriores, acrescentar o endereço, descer a escada aos pulos, botar a carta no correio da esquina.
que ocupação maravilhosa é tomar o ônibus, descer em frente ao Ministério, abrir caminho a golpes de envelopes com selos, deixar para trás o último secretário e entrar, fime e sério, na grande sala de despachos toda de espelhos, no momento exato em que um contínuo vestido de azul entrega uma carta ao Ministro, e vê-lo abrir o envelope com cortador de papel de origem histórica, enfiar dois dedos delicados e retirar a pata da aranha e ficar olhando, e então imitar o zumbido de uma mosca e ver como o Ministro empalidece, quer tirar a pata mas não consegue, está agarrado pela pata, e dar-lhe as costas e sair assobiando, anunciar nos corredores a renúncia do Ministro e saber que, no dia seguinte, entrarão as tropas inimigas e tudo irá para o inferno e será uma quinta-feira de um mês ímpar de um ano bissexto.”
cortázar – ocupações maravilhosas – histórias de cronópios e de famas.
* * *
era isso e até amanhã. preciso arrumar a mesa, digo, trabalhar. um beijo!
de repente a cláudia ohana novinha, chapada e muito gostosa tomando banho na madrugada do canal brasil explicou mais que 500 págs do gilberto freyre!...
* * *
tem uma pilha de textos de história do brasil amontoados na mesa – pra fazer um trabalho que é a história de vida de um homem – que se confunde com a história recente do país – que se confunde com poesias e infância e fotografias dos anos 70 na minha cabeça... ou então, vamos admitir, tudo isto pode ser só a cerveja mesmo. fato é que qualquer trabalho fica melhor se tiver um pouco de poesia, não é verdade?
* * *
e fato é que já é quase segunda, as revistas semanais seguem trazendo os problemas semanais....
andar a pé. walkman saves. fitas cassete. podia tá num ipod, mas são tão bonitinhas as capas destas fitinhas. tasca play. my heart is in my shoes - and i walk alone. diz que além do róque, o futebol brasileiro também morreu. foda-se. aliás, em frente ao cemitério tem um bar chamado VIVOS. muito espirituoso. mas o bar é uma merda. não tem copo americano.
este blógue segue se debatendo, batendo cabeça e batendo punheta (também segue batendo roupa no tanque, mas não vem ao caso). imagine um inventor que se fecha na salinha do fundo de seu quintal e passa meses enfurnado pesquisando, fazendo experiências e quebrando a cabeça até inventar uma coisa que já existe: fazer análise é a mesma coisa. você passa meses até descobrir que desafina e depois percebe que ah, isso é bossa nova, isso é muito natural...
...como esta divagação não vai parar em lugar nenhum (poderia, mas agora não há tempo muito menos cara de pau pra levar isso adiante), reacendo a polêmica do winner or loser game.
alguém de nome corto maltese comentou que o winner or loser é a "burocratização do par-ou-ímpar...", recebendo a seguinte resposta de marcius galan:
"o par ou ímpar (que em bebedouro é também conhecido como ímpar-par), é um jogo tradicional porém envolve escolha de um dos participantes, tornando o seguinte passivo, por isso é um jogo unilateral. tentou-se no decorrer da história do par ou ímpar (ou ímpar-par) torná-lo mais democrático criando o par ou ímpar (ou ímpar-par) 3 vezes (ou melhor de três) onde cada um tem a posse da escolha do resultado 1 vez, mas mesmo assim o desempate favorece o último a escolher. há também indícios de jogadores de par ou ímpar (ou ímpar-par) que conseguem prever pelas feições do rosto do adversário a possibilidade de ímpar ou par calculando a soma dos dedos que mostrará e conseguindo aumentar suas chances consideravelmente. são os conhecidos paroimpanólogos espontâneos."
quem não quiser se meter nesta polêmica pode navegar pelo site da galeria onde o winner or loser game será exposto, junto com outros jogos inventados por artistas: kronika. em polonês. um beijo!
...sonic iúte toca o daydream nation, inteiro, na ordem.
que grande fetiche! e diz que o róque morreu. ah, sei, sei. este é só um disco de 88. é, sei, sei. que minha prima nascida em 89 não consegue parar de ouvir. por quê? porque a vida é um bumerangue, oras
nwtn diz: só posso te dizer que foi a melhor coisa que vi na vida, categoria música punxxx diz: que grande foda! nwtn diz: amanhã vou de novo nwtn diz: vou gritar "pands!" punxxx: GRITA! nwtn diz: escolhe a música punxxx: kissability nwtn diz: deixa comigo