Blog da Pands

30/10/2007

fishing

a importância das MENTIRAS DE PESCADOR já está mais que estabelecida na história da literatura – aliás, podemos até dizer que mentiras de pescador e literatura SÃO PRATICAMENTE A MESMA COISA, mudando apenas a quantidade de sol que você toma ao optar por uma ou por outra. MAS AGORA, eis que no youtube estão umas das melhores histórias de pescador da tv: o programa fishing with john.



o ator, músico e pescador john lurie conversa com seus convidados, conta histórias e sai à procura de um tubarão, de uma perigosa lula gigante e outros peixes bem fáceis de encontrar. é muito divertido. bom, é bem velho. e passava na tv. ok, ok, todo mundo já deve estar cansado de ver isso, mas neste blógue é assim mesmo: novidades velhas com muita alegria.

SE POR ACASO você, como eu, também nunca tinha visto essa coisa, basta digitar fishing with john no youtube.
agora, se você prefere novidades novas mesmo, pode ler o seguinte:

_monica veloso vai ao ensaio da portela
_cidades brasileiras entram em guerra para sediar jogos da copa de 2014
_juliana paes é a mais sexy do brasil? vote!



um beijo

Escrito por ana pands às 23h23

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COMO LER OS JORNAIS

GRUPO ESPANHOL VENCE LEILÃO DE RODOVIAS ("folha de s.paulo")
leia-se: PEDÁGIOS DOBRARÃO EM SEIS MESES.

INFRAERO TEM DESVIO ANUAL DE R$100 MILHÕES, SEGUNDO AUDITORIA ("folha de s.paulo")
leia-se: R$ 800 MILHÕES

mais em: fogo no rádio.

Escrito por ana pands às 14h46

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24/10/2007

pandez says: FUEGO!
xico cha-cha-cha du loup says: SANGRE!
pandez says: AMORRR!
xico cha-cha-cha du loup says: TEQUILA!
pandez says: CHICABON!

Escrito por ana pands às 14h33

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23/10/2007

i don't want to be your friend/ i just want to be your lover/ no matter how it ends/ no matter how it starts/ forget about your house of cards/ and i'll do mine/ fall off the table, get swept under/ denial, denial/ the infrastructure will collapse/ voltage spikes/ throw your keys in the bowl/ kiss your husband goodnight/ forget about your house of cards/ and i'll do mine/ fall off the table, and get swept under/ denial, denial, denial, denial/ your ears should be burning/ denial, denial/ your ears should be burning/ denial, denial
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nada mais adolescente que botar letra de música em blógue
mas foda-se
afinal o blógue já é rosa mesmo.)
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um beijo

Escrito por ana pands às 11h32

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22/10/2007




uma vez
tinha um quadrinho do carlinhos moscando na minha mesa
resolvi roubar
peguei pra mim, levei pra casa
depois fiquei me achando muito espertinha

no outro dia ele veio e perguntou:

- você pegou o quadrinho que deixei aqui pra você ontem?

Escrito por ana pands às 17h56

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20/10/2007

matarratas

esta en lo ar la edición del fuego no rrradio en que reinaldón moraes - grande hombre, grande escritor, grande compañero, grande sabelotodo acerca del zimbabue, en fin - el ladino llegó del mexico lindo portando una botijita de mezcal pechuga y contando que:

"ESTA ES UNA BEBIDA CAPAZ DE ABOLIR LO SUPEREGO DEL BEBEDOR NOS PRIMEROS QUINZE SEGUNDOS Y TRANSFORMAR COMPLETAMIENTE LA PERSONALIDAD NOS OTROS QUINZE SEGUINTES - QUIEREN PROBARRRR, MIS QUERIDOS???"

afuera esto, hay iggy pop, hay julio ruelas, historietas interminables del reinaldón y caco cuasi borrachos y el loco deseo de ahogar el ánsar.

clica acá!

Escrito por ana pands às 22h17

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18/10/2007

tô sem tempo pra escrever aqui porque tenho um trabalho Dificílimo pra entregar em novembro, um livro de auto-ajuda patafísica para empresas. são 13 capítulos, ainda estou no sexto, que tem o título “patafísica aplicada à estrutura hierárquica empresarial” e mostra como o colégio patafísico de paris conseguiu dar conta de todas as áreas fundamentais para o bom funcionamento de qualquer organização, como:

_Subcomissão das Soluções Imaginárias
_Subcomissão das Formas e das Graças
_Subcomissão das Ciências Inexatas
_Subcomissão da Incompetência Realizadora
_Subcomissão do Grande Extraordinário
_Subcomissão dos Espíritos
_Subcomissão de Epifanias e Itifanias
_Subcomissão das Pirâmides e dos Poliedros
_Subcomissão dos Infinitodecimais e da Leptologia
_Subcomissão de Panfletos Teopolimórficos
_Subcomissão da Imprescritibilidade Sucbomitiva

(etcetera, são 77 subcomissões....)

também explica como otimizar cronogramas utilizando o calendário patafísico, em que todo dia 13 cai numa sexta-feira e há feriados e datas comemorativas como Dia de Alice no País das Maravilhas, Dia do Absinto, Dia da Éternidade, Dia do Bigode do Dr. Faustroll, Dia do Amor Absoluto, Dia das Festas dos Poliedros, Dia dos Crocodilos/Jacarés e, obviamente, o Dia da Invenção da Patafísica e o Dia do Nascimento de Alfred Jarry, entre outros.

por fim, o livro terá um DVD que ensina exercícios cotidianos de patafísica, como o Exercício da Rejeição à Produtividade (também chamado Exercício de Louvação à Improdutividade).

um beijo

Escrito por ana pands às 22h38

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16/10/2007

"não se deve compreender muito rápido"
(jacques lacan)

pensava nisto enquanto estava lá longe,
enquanto a vó fritava as formigas,
e conversava com os vira-latas
(tem o lula, o olavo, tem uma bebel, a lorena, a grace kelly, a princesa, e a mais velha de todas chama... TIETA!)
(!!!)
(é infinito o poder de influência das novelas sobre os nomes dos cachorros da vó)

ela contou um monte de histórias,
andando descalça,
mas dizendo pra eu não andar,
porque tinha escorpião

aquilo é uma cidade tão pobre,
mas o tempo todo parece que uma mágica vai acontecer...

pensei "isto aqui é um guimarães rosa ao vivo!",
ou seja:
compreendi muito rápido,
mas tudo errado.


Escrito por ana pands às 12h40

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11/10/2007

in rainbows

já dá pra baixar o disco novo do radiohead direto do site. eles adotaram o modelo de negócio das casas bahia, o "quer pagar quanto?": você decide quanto vale o disco e paga o que quiser, it’s up to you. eu pagaria umas duas libras, caso as tivesse, mas no fim das contas não paguei nada, afinal eles são ingleses, eles roubaram o nosso ouro e as nossas índias. coisa injusta, porque o disco é realmente um arco-íris de bom.

Quanto vale o novo CD do Radiohead, caro leitor?
(por marcelo costa)

Direto ao ponto enquanto o garçom traz uma cerveja escura: o Radiohead é a melhor banda do mundo, e isso já faz dez anos, mais precisamente desde quando Thom Yorke e cia jogaram o arrebatador "Ok Computer" (ainda em formato real, CD mesmo) nas lojas. E 1997 parece tãoooo distante. Foi o ano que Woody Allen chocou o mundo ao se casar com sua enteada, Soon-Yi; o mesmo ano em que Xuxa anunciou sua gravidez; e em que Fernando Henrique Cardoso estava exercendo a metade de seu primeiro mandato como Presidente de uma República chamada Brasil (ou seria Eldorado?).

De lá pra cá quando se fala o nome de Woody Allen ninguém pensa mais em Soon-Yi, mas sim em Scarlett Johansson, atual musa do diretor em seus filmes recentes (principalmente no excelente "Match Point"); Sacha, a filha de Xuxa, já ganhou capa "solo" de Caras versando sobre seu aniversário em que rolaram Bonde do Tigrão, "Ilarie" e outras pérolas; e Luis Inácio Lula da Silva (quem diria) já está no meio de seu segundo mandato. O Corinthians era 17º no Brasileirão de 1997 e está em 18º no deste ano, o que prova que nem tudo muda, não é mesmo.

Mas o que aconteceu com o Radiohead? A rigor, a fama e o sucesso conquistados com "Ok Computer" deram um nó na cabeça dos integrantes da banda, que precisaram aprender em um ano o que o R.E.M. teve uma década para decorar – e o que levou Kurt Cobain para o lado de lá da força em apenas dois anos: a maneira certa de lidar com a mídia e a indústria. O resultado desse curso rápido e intenso pode ser verificado no excelente documentário "Meeting People Is Easy", que flagra o momento exato de uma banda se libertando do mercado fonográfico (e de si mesma, por que não).

Os próximos passos foram óbvios: discos impopulares que serviram para despistar a mídia enquanto o público iniciava uma idolatria sobre o quinteto cujo altar passou a ser a Internet (nada mais normal para uma banda que cravou "Ok Computer" como nome de disco). Shows, aparições em TV, letras, entrevistas e tudo o mais superlotou a rede com informações passo-a-passo do grupo britânico. "Kid A" (2001) foi um dos primeiros álbuns a ser vazado em larga escala na Web (bons tempos do Napster), o que não atrapalhou sua escalada normal nas paradas nem diminui as filas para os shows do Radiohead, muito pelo contrário.

Seis anos e dois álbuns oficiais depois ("Amnesiac" – também conhecido como "Kid B" – e o político "Hail To The Thief"), o Radiohead pára o mundo pop com o anúncio de um álbum novo de forma totalmente inusitada: na segunda-feira passada (01/10), o site oficial do grupo avisava que a partir do dia 10/10 estará á venda "In Rainbows", sétimo álbum de inéditas da banda. Não bastasse o anúncio surpreendente, o modo de vender o trabalho também é inovador: "In Rainbows" terá venda online com dois meses de antecedência no site oficial (www.inrainbows.com) e o ouvinte irá pagar pelas músicas o valor que ele quiser pagar. No dia 03 dezembro, uma versão real do álbum será vendida por 40 libras (aproximadamente R$ 150) e conterá um disco duplo de vinil, um CD multimídia com todas as nove faixas deste primeiro lançamento mais sete faixas extras, fotos, arte e letras. Uau.

O que tudo isso significa, caro leitor? Não só que o Radiohead continua sendo uma banda à frente de seu tempo, mas que as gravadoras como nós a conhecíamos estão com os dias contados – agora mais do que nunca. Porque "In Rainbows" não será lançado por nenhum grande selo. O contrato da banda com a poderosa EMI/Parlophone terminou em 2005 e desde então o Radiohead tem o "passe livre" na música pop. Essa estratégia doida de lançamento de "In Rainbows" cheira a revolução. Pense: não estamos falando de qualquer banda, mas sim da principal banda do mundo (e não sou eu apenas quem diz isso; qualquer tablóide de qualquer canto do mundo carrega nas tintas em relação ao grupo de Thom Yorke). A estratégia do Radiohead de se desamarrar das gravadoras pode demarcar uma nova era no modo de se negociar música pop, e para uma indústria que já perdeu a batalha do MP3, a derrota digital no modo de se negociar canções pode significar o fim da guerra – e de um abusivo controle sobre a obra artística musical de décadas e décadas.

A importância de "In Rainbows" para a música pop é muito mais teórica do que prática. Não que o valor de suas músicas seja inferior em qualidade a sua importância histórica, mas a estratégia de lançamento tende a causar um burburinho que poderá colocar as canções em segundo plano. É um fato, ainda mais se levarmos em conta que das dezoito canções anunciadas para o álbum, só quatro são realmente inéditas: "Weird Fishes", "Faust Arp", "MK 1" e "MK 2". As outras catorze canções e meia (incluindo a metade da faixa quatro, "Arpeggi") circulam pela rede – em excelente qualidade e diferentes versões – faz meses. Ou seja, "In Rainbows" já chegará ao tocador de MP3 do fã como um álbum conhecido, que ele terá ouvido muito mais do que vários discos reais lançados neste ano. Apesar da palavra final em termos de arranjo e letras ser dada apenas no dia 10, "Bodysnatchers", "15 Steps" e "Down Is the New Up" (por exemplo) podem ser ouvidas em alta qualidade agora-neste-momento-já na Internet.

E ouvindo estas versões das novas canções, à primeira impressão é de que os arranjos continuam fundindo rock e eletrônica, mas a guitarra de Jonny Greenwood está muito mais presente no som da banda ("Bodysnatchers", "Down Is the New Up", "Up On The Ladder"), embora existam momentos calmos/líricos ("All I Need", "Videotape", "4 Minute Warning"). Nas letras, Thom Yorke novamente dá sinais de querer se desvencilhar do cargo de Messias: "Eu não tenho a mínima idéia sobre o que estou falando / Estou preso neste corpo e não posso sair", canta no refrão de "Bodysnatchers". Porém, ele nunca foi tão direto quanto em canções como "House of Cards" ("Não quero ser seu amigo / Quero ser seu amante") e "All I Need" ("Eu sou todos os dias / que você escolhe ignorar / Você é tudo que eu necessito"). O que permanece nas letras, no entanto, é um forte sentimento de inadequação que agora também se confunde com partida: "Esta é minha maneira de dizer adeus / Porque eu não posso fazer isso cara-a-cara", canta Thom em "Videotape"; em "Weird Fishes/Arpeggi", o protagonista se compara a um peixe que planeja escapar; em "4 Minute Warning" o personagem quer se esconder dos bombardeios.

Entre letras e músicas em versão bootleg fica quase impossível cravar uma avaliação da qualidade de "In Rainbows", mas as onze canções disponíveis permitem algumas pequenas certezas: "In Rainbows" parece um "Hail To The Thief 2" da mesma forma que "Amnesiac" parecia um "Kid B". Não parece destacar nada que venha a fazer do álbum algo tão importante quanto "Ok Computer", e talvez nem precise mesmo. O Radiohead já caminha faz tempo à frente do mundo pop. Sua estratégia de divulgação, no entanto, deve dar uma chacoalhada em todo o cenário, entrar para a história e abrir um novo caminho no modo de se comercializar música. Acredite: é algo muito importante porque lida com as relações entre um determinado artista e seu público. Na prática, ninguém precisa pagar para baixar as músicas de "In Rainbows", afinal elas vão estar em programas de trocas de arquivo e blogs de MP3 minutos após serem colocadas à venda no site oficial. A grande sacada, no entanto, é a banda depositar sua confiança sobre seu público. Pode ter certeza que muita, mas muita gente mesmo vai pagar pelo álbum. Pelo simples prazer de se apoiar uma idéia original e que respira a revolução. Quanto vale? Bem, o preço é o de menos, mas estive pensando em quanto vou pagar, e acho que, Seo Silvio, o show vale US$ 5, algo em torno de R$ 10, para mim um bom preço sobre um CD que virá sem capa, encarte, letras e um material tateável que me faça sentir sua real existência.

Pago com prazer e vou ficar torcendo para que daqui dez anos o Radiohead ainda me surpreenda com boas músicas e atitudes acima de qualquer suspeita. Vou esperar, também, que Woody Allen permaneça vivo e filmando, que Sacha chegue as vinte anos sendo matéria de capa da Bravo ou da EntreLivros (hehehe) e que os futuros presidentes dessa Eldorado chamada Brasil consigam nos devolver a fé não só nos partidos políticos, mas nas pessoas mesmo. Ok, Corinthians campeão do mundo, mas ai seria pedir demais. Realmente, acho que só posso contar com as mãos do cinema de Woody Allen e o abraço da música de Thom Yorke e seus amigos. Será que as gravadoras vão existir/resistir até 2017?

Tracking List: - CD 1 (10/10)
"15 Step"
"Bodysnatchers"
"Nude"
"Weird Fishes/Arpeggi"
"All I Need"
"Faust Arp"
"Reckoner"
"House of Cards"
"Jigsaw Falling Into Place"
"Videotape"

Disco bônus: (03/12)
"MK 1"
"Down Is The New Up"
"Go Slowly"
"MK 2"
"Last Flowers"
"Up On The Ladder"
"Bangers and Mash"
"4 Minute Warning"

Escrito por ana pands às 12h29

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09/10/2007

trimassa

Escrito por ana pands às 17h42

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06/10/2007

+

"o crime é a extensão lógica de um tipo de comportamento perfeitamente respeitável no mundo dos negócios"
- robert rice



+ + + + + +

Escrito por ana pands às 12h34

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05/10/2007

aprenda tudo sobre economia com um menino de 14 anos

sobre economia, bancos e o SISTEMA,
sempre me vem à mente uma frase:

"afinal, o que é um assalto a banco diante da FUNDAÇÃO de um banco?"

(não lembro de quem é mas depois coloco aqui.)

e agora, uma historinha:

meu irmão, aos 14 anos, inventou uma moeda chamada VALE-FAVOR.
eram dinheirinhos desenhados em cartolina com notas de vale-um-favor, vale-cinco-favores, vale-dez-favores e vale-um-favor-muito-difícil.
com a moeda em mãos, ele fundou um banco e abriu uma conta pra mim.
os depósitos que eu fazia rendiam 100% de um dia para o outro e ele me instigava a depositar cada vez mais, para ter cada vez mais e poder aplicar cada vez mais.
mas,
para conseguir os dinheirinhos eu devia fazer favores a ele,
por exemplo,
fazer nescau no meio da noite, fazer a lição de casa dele, emprestar brinquedos, deixá-lo escolher o canal de tv sem brigar, dar meus chocolates e ruffles, etc.
cada favor valia uma quantidade diferente de notinhas de vale-favor e era muito legal tirar o extrato pra ver o quanto a conta tinha rendido.
o único problema, que na época não entendi, era que EU tinha que fazer os favores pra ganhar as notinhas, mas ele não, afinal, ele mesmo desenhava as dele sem me fazer porra de favor nenhum.

não é muito diferente de como os bancos funcionam na vida real,
e não preciso dizer que hoje em dia meu irmão é rico e eu não, preciso?


* * *

mas voltando ao site do radiohead,
lá tem o link pra um site -
NEW ECONOMICS FOUNDATION -
um grupo que propõe muitas idéias divertidas pra pensar sobre economia, política e meio ambiente.
tem inclusive jogos.

pessoas ESTUDADAS pensando soluções,
ao invés de uma "elite" que "cansou".


* * *

"trabalhando arduamente oito horas por dia,
você pode se tornar um chefe,
e passar a trabalhar doze horas por dia."

(também não lembro quem disse isso.
mas pesquiso e coloco depois)

um beijo

Escrito por ana pands às 23h38

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04/10/2007

depois de um clipe de 94 e de uma animação de 1914, fica redundante dizer que NOVIDADES definitivamente não são a tônica deste blógue – mas isto não é nenhum tipo de intransigência, afinal, tem uma porção de coisas modernas interessantes sendo feitas por aí, e é bom estar por dentro. (na inglaterra, por exemplo, inventaram um negócio chamado fac-símile, que te permite enviar documentos via telefone – isto deve ser louvado pois vai facilitar muito a comunicação entre as pessoas.)

mas já que as novidades estão aí, em toda parte, todo dia na tv excelsior, toda semana na revista manchete, n'o cruzeiro, etc. – este blógue segue falando principalmente de coisas velhas, pessoas estranhas, patafísica, sonic youth, a questão da nasa e, quando tá tudo muito ruim, vá lá – pelo menos sempre tem algum videozinho bom de assistir.






mas tudo isso era pra falar de MÚSICA, no caso,
de um banda do fim dos anos OITENTA, o RADIOHEAD,
que na minha modesta opinião,
é uma das poucas bandas realmente relevantes e em atividade que sobraram,
que se reinventa e brinca com o mundo pop e tem o que dizer sobre o mundo em geral
(como pode ser visto no blógue deles).

teve alguma outra depois?
(não é uma pergunta retórica, é uma pergunta mesmo.)

a novidade é que tem disco novo do radiohead
(não sei se já tem na internet)
e a não-novidade é que a letra abaixo é um primor
(como o disco hail to the thief todo – leia mais aqui)
não é foda uma letra se encaixar pra falar tanto de amor, como de desigualdade social e indústria cultural e amizade e política internacional?

WHERE I END AND YOU BEGIN

there's a gap in between
there's a gap where we meet
where i end and you begin
and i'm sorry for us
the dinosaurs roam the earth
the sky turns green
where i end and you begin
i am up in the clouds
i am up in the clouds
and i can't and i can't come down
i can watch and cant take part
where i end and where you start
where you, you left me alone
you left me alone
x'll mark the place
like the parting of the waves
like a house falling in the sea
in the sea
i will eat you alive
there'll be no more lies
i will eat you alive
there'll be no more lies
i will eat you alive
there are no more lies
i will eat you alive

Escrito por ana pands às 01h55

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03/10/2007

oh dINAUSOR

uma das primeiras animações de todos os tempos
talvez a primeira, não tenho certeza, mas isso não faz diferença
porque eis aí uma das melhores frases de todos os tempos:
"vamos, não chore. tome, pegue esta abóbora."

Escrito por ana pands às 14h25

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02/10/2007

dEUS existe

so beautiful


agradeço ao ronas pela graça alcançada

llberightback

Escrito por ana pands às 14h44

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