Blog da Pands

27/02/2008




Escrito por ana punxxx às 14h40

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24/02/2008





tirar a roupa na rua
à noite
sob o sereno
dá febre


Escrito por ana punxxx às 11h21

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22/02/2008

HERMANOS

NO PARQUE.
ROBERTA ESTÁ PENDURADA DE CABEÇA PRA BAIXO NO TREPA-TREPA USANDO ÓCULOS DE PISCINA, MAQUIAGEM AZUL E AQUELE CHAPÉU DE UM CHIFRE SÓ DO VINGADOR (CAVERNA DO DRAGÃO). RAFAEL APARECE TODO DE PRETO COM OLHEIRAS ROXAS. AO VÊ-LO, ROBERTA DESCE DO BRINQUEDO RAPIDAMENTE.


ROBERTA:
que que cê tá fazendo aqui?

RAFAEL (cara de nojo):
que horror, que roupa é essa?

ROB:
você voltou?

RAF:
não. só vim te ver.

ROB (irônica):
ahahahahahahahah. claro. (imitando-o com voz fininha:) “queria te ver amorzinho gracinha ai ai ui ui que saudades”. entendi. depois de um mês sem sinal de vida você me resolve vir lá da argentina pra – ai, ui, me ver. depois de um mês de sumiço, rafael?

RAF:
um mês não. vinte e dois dias.

ROB (cortando-o, com raiva):
eu sei muito bem. só tava arredondando.

OS DOIS FICAM EM SILÊNCIO SEM SE OLHAR. ESTÃO QUASE CHORANDO. DEPOIS DE UM TEMPO DE TENSÃO, ROBERTA VOLTA A FALAR.

ROB (falando baixo):
mas e aí. como é que tava lá na argentina.

RAF (quase chorando):
tav-v-va legal.

MAIS TEMPO DE SILÊNCIO-QUASE-CHORANDO.

ROB:
você ficou em buenos aires?

RAF:
t-t-t-também. esse tempo... todo... eu viajei todo, éééééé, quer dizer, muito... eu fui em várias cidades, várias, várias, muitas... córdoba... mendoza... bariloche... um monte. várias, muitas, iiih, nossa, vários lugares. rodei muito... tudo de trem, sabe.

ROB (limpando os olhos, tentando sorrir):
nossa! que demais! deve ser bonita a viagem de trem!

RAF (voltando o olhar pra ela):
é linda... linda...

OS DOIS SE OLHAM, TENSÃO, DESVIAM O OLHAR E VOLTAM A FICAR EM SILÊNCIO.

ROB (tentando sorrir):
e você não tirou foto pra me mostrar?

RAF (sorrindo):
ah não... eu não ia levar a máquina... é sua, né...

ROB (sorrindo):
minha? não... você que comprou, com seu dinheiro.

RAF (sorrindo):
eu sei, mas era pra você. você que tava mexendo com essas coisas de fotografia.

ROB (repentinamente indignada, histérica e gritando):
pra mim? a máquina era pra mim??? nossa, como você voltou engraçado dessa viagem! depois de tudo que a gente brigou por causa dessa máquina, rafael? essa porra de máquina de merda? você quase me bateu, não lembra? você até escondeu ela de mim pra eu não usar!

RAF (igualmente indignado, bravo e gritando):
que que cê queria? você enlouqueceu! começou com historinha de tirar foto pelada e botar na internet, toda se exibindo pros outros, que nem uma vagabunda!

ROB:
vagabunda é a tua mãe!

OS DOIS SE OLHAM COM RAIVA POR UM TEMPO. DEPOIS, COMEÇAM A RIR E VÃO NUM CRESCENDO ATÉ GARGALHAR. NO MEIO DA RISADA, ROBERTA SOLUÇA E CHORA. RAFAEL PÁRA DE RIR E TENTA SE APROXIMAR. ELA SE AFASTA.

ROB (chorando):
por que que você voltou, hein?

RAF:
eu só queria te ver.

ROB (chorando):
mas só agora? eu quis te ver sempre! eu fiquei aqui, eu não tinha argentina nenhuma pra conhecer. no mesmo lugar, as mesmas pessoas, fingindo que tava bem, fazendo merda atrás de merda, sendo idiota, sendo burra, sendo chata... perdendo minhas coisas, meus amigos, tudo que valia a pena... aliás... eu quebrei aquela porra daquela máquina de foto de 500 dólares, viu, e foi de propósito!

RAFAEL APROXIMA-SE RAPIDAMENTE DE ROBERTA E SEGURA SEU BRAÇO.

RAF:
eu sei. você jogou ela no rio. roberta. escuta. eu não fui pra argentina.

ROB (espantada):
não??? onde cê tava?

RAF:
eu tava em itaquera na casa do japa.

OLHAM-SE EM SILÊNCIO E COMEÇAM A RIR DE NOVO.

ROB:
porra. itaquera??? que merda.

RAF:
é. e o japa me contava todo dia tudo que você fazia. quando você parou de ir pra escola. quando você brigou com a júlia. quando você desmaiou. quando você quebrou a máquina. tudo.

ROB (preocupada):
você contou pra ele?

RAF:
não.

FICAM EM SILÊNCIO MAIS UM TEMPO. ESTÃO CANSADOS. RAFAEL RESPIRA FUNDO E SE ESPARRAMA NO CHÃO. ROBERTA SENTA-SE PERTO DELE. ELE CHORA.

RAF (chorando):
eu queria ir embora mas eu não consegui. eu queria esquecer mas eu não consegui. eu passava o dia fumando maconha e de noite vinha tudo... eu só pensava em transar com você de novo e depois explodir, morrer, acabar, não acordar no dia seguinte, nem nunca mais, só isso, arrebentar, derreter, sumir, pra sempre.

ROB:
e você acha que dá pra esquecer?

RAF:
impossível. eu NUNCA vou esquecer que a gente transou.

ROB:
não, não isso... eu quero dizer... esquecer que a gente é irmão... e continuar transando?

FIM

Escrito por ana punxxx às 23h11

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love buzz

A HISTÓRIA NÃO TEM FIM.

Escrito por ana pands às 17h36

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20/02/2008

"SEXTA À NOITE"...



...ou "você não vai me convidar pra entrar?.


amanhã, "O FIM DA HISTÓRIA".

Escrito por ana pands às 13h50

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18/02/2008

este desenho se chama "QUINTA À NOITE":


amanhã publico o "SEXTA À NOITE" ou "você não vai me convidar pra entrar?"e, depois de amanhã, o "SÁBADO À NOITE"ou"o fim da história"

um beijo.

Escrito por ana pands às 13h28

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16/02/2008

+



daqui a pouco (21h) vai passar na mtv o especial scotch mist, com o radiohead tocando/finalizando/gravando o in rainbows. eles transmitiram esse vídeo pela internet durante a virada do ano-novo, mas ia ser muita nerdice perder os fogos de copacabana, perder o mar ou perder o baile funk pra assistir QUALQUER COISA e, pior, NA INTERNET. hoje, porém, é uma boa. já faz tempo que o scotch mist tá no youtube, mas quem agüenta assistir uma hora de um programa no computador? eu num güento.

* * *

(o trema ainda existe, no fim das contas? espero que sim, é tão bonitinho.)

* * *

por falar em mtv e youtube, a coisa chegou num ponto que até aquela música do beck - “MTV MAKES ME WANNA SMOKE CRACK” - já tem um monte de versões com a criançada cantando “YOUTUBE MAKES ME WANNA SMOKE CRACK..." puxa vida, até isso.

* * *

até breve.

Escrito por ana pands às 20h29

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11/02/2008









Escrito por ana pands às 20h13

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10/02/2008



a distorted reality's now a necessity to be free

Escrito por ana pands às 20h54

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08/02/2008

princípios

style is the answer to everything.
fresh way to approach a dull or dangerous day.
to do a dull thing with style is preferable to doing a dangerous thing without style.
to do a dangerous thing with style, is what i call art.
bullfighting can be an art.
boxing can be an art.
loving can be an art.
opening a can of sardines can be an art.
not many have style.
not many can keep style.
i have seen dogs with more style than men.
although not many dogs have style.
cats have it with abundance.

when hemingway put his brains to the wall with a shotgun, that was style.
for sometimes people give you style.
joan of arc had style.
john the baptist.
jesus.
socrates.
caesar.
garcía lorca.
i have met men in jail with style.
i have met more men in jail with style than men out of jail.
style is a difference, a way of doing, a way of being done.
six herons standing quietly in a pool of water, or you,
walking out of the bathroom (naked) without seeing me.

bukowski

Escrito por ana pands às 12h31

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