yo la verdad no me ocupo de nada / no le hago la lucha a nada / por que para mi todo es una simple bobada / para, para, para, para... / creeme que así es / si no lo esperas no llega al revés / lo que se es todo / y si te aferras lo vuelves lodo... / ni modo / para, para, para, para... / no tengo tiempo para nada / que no sea lo que me viene en gana / no soy del tipo que sea de vida angustiada../ un, dos, tres, cuatro, cinco / y me gustaaaaaaaa / y me encantaaaaaa / el sexo sin amor / el sexo sin amor / el sexo sin amor...
jessy bulbo, el sexo sin amor aumenta o volume e aperta play depois manda um beijo pra mariana
{obs.: jessy bulbo é demais, pero me encanta solamente el sexo con amor, que fique claro.}
i spent all my money on whiskey and beer i go to some hollow and set up my holy holy still if drinking do not kill me then i dont know what will when the bottle gets empty then life aint worth the drown (cat power - moonshiner) . . . . . . . . drunk & guilty i feel guilty of writin my mom read the dirty stuff that ive written and ive already written things like “mothers are all whores” ... ...
oh well on second thought... ...fuck off . . . . . . . . “- henry, ele encontrou e leu seus contos! - nunca pedi para que ele lesse. - ele os encontrou na gaveta! e leu todos eles, todos eles! - bem – eu disse -, o velho foi brincar com fogo e acabou queimando os dedos. - ele disse que vai matá-lo! disse que nenhum filho dele poderia escrever aquelas histórias e continuar vivendo sob o mesmo teto que ele!
peguei-a pelo braço.
- vamos para casa, mamãe, e vejamos do que ele é capaz... - henry, ele jogou todas as suas roupas no gramado, toda sua roupa suja, sua máquina de escrever, sua mala e suas histórias! - minhas histórias? - sim, elas também... - vou matá-lo!”
(bukowski, misto-quente) . . . . . . VOLTAREMOS EM BREVE COM A PROGRAMAÇÃO NORMAL DESTE BLÓGUE: desenhos de meninas seminuas, fotos da nasa, vira-latas, vozes graves, dois conhaque, crime e patafísica.
COISAS QUE NÃO ENTENDO: número 80.526: cerveja sem álcool. não entendo. número 80.527: sapatênis. não entendo. número 80.528: george bush. não entendo. número 80.529: keith richards. não entendo. como ele consegue?!? número 80.530: área vip. lista vip. o vip em si. não entendo. número 80.531: usar a expressão “em si”. não entendo. número 80.532: tatuagem tribal. não entendo. número 80.533: economia. não entendo. número 80.534: taxista malufista. não entendo. número 80.535: gente que precisa entender as coisas. não entendo.
(INTERLÚDIO:) (não querer entender + matar um béqui + ler adrian tomine + ouvir frusciante em alto volume = felicidade; comunhão extática com o universo; multa de condomínio no dia seguinte. mas estes assuntos ficam pro próximo poste.)
ana paula diz: estou fazendo uma lista de coisas que não entendo ana paula diz: começa no número 128.982 e vai até o 804.525 ana paula diz: quer incluir algum item? ronin lml diz: bah ronin lml diz: você é mina e complica tudo ronin lml diz: eu tenho uma lista de coisas que entendo ronin lml diz: só tem um item ronin lml diz: automaticamente não entendo todos os outros ana paula diz: ai que sem graça ana paula diz: mas tá ana paula diz: qual é o item? ronin lml diz: listas
ah que bonitas essas histórias de famílias excêntricas e seus dotes artísticos e suas neuroses compartilhadas em brigas e piadas e sumiços e as diferentes personalidades de cada um etc e tal... como esta família glass, do salinger (post abaixo), como os contos da família da rua humboldt, do cortázar, e como tantos destes filmes do tipo tenenbaums, bem-vindos, lula e baleia etc etc etc...
ah, e claro, em se tratando de família louca, não podemos esquecer a precursora de todas, O PRIMEIRO TESTAMENTO... gosto muito.
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e só pra finalizar o post abaixo: “seymour, uma apresentação”, é um conto sobre três assuntos muito parecidos, Seymour Glass, Poesia e Pássaros, mais especificamente, o Maçarico.
o maçarico não conhece fronteiras. voa do alasca à patagônia em 13 dias.
"ah, essa felicidade é uma droga potente. e me infunde uma maravilhosa sensação de liberdade. sinto que estou livre para lhe contar agora exatamente o que você deseja ouvir. isto é, se, como estou certo que é fato, a coisa que você mais ama no mundo são aquelas criaturinhas de espírito puro com uma temperatura normal de 52 graus; porque, então, é inevitável que seu segundo amor seja aquele ser que venera Deus ou O odeia (ao que parece, quase nunca o meio-termo) – o santo ou o libertino, o moralista ou o completo imoral –, capaz de escrever um poema que é de fato um poema. dos seres humanos ele é o maçarico, e por isso me apresso em contar-lhe o pouco que imagino saber acerca de seus vôos, de seu calor, de seu incrível coração."
so beautiful... e a partir daí é que buddy glass passa a falar de seu irmão. ou de si mesmo. como é aquela frase?... "quando fulano me fala de sicrano, sei mais sobre fulano do que sobre sicrano"... algo assim. uma frase que os fofoqueiros não conhecem.
logo no primeiro semestre da faculdade, descobri mais poesia no curso de FÍSICA que no de LETRAS – toda aquela coisa envolvendo a abóbada celeste, mundos paralelos, buracos negros e a idade das estrelas provocaram mais fascínio e emoção que qualquer aula sobre LOUIS HJELMSLEV, embora fosse mais fácil soletrar HJELMSLEV que calcular a idade de ÓRION. enfim, no auge do saco cheio, prestes a largar o curso, entreguei um trabalho de crítica literária intitulado “mário sá-carneiro: uma bicha alucinada; uma bicha adorável”, de apenas um parágrafo, improvisado, escrito à mão e todo decorado com pequenos desenhos em bic quatro cores. consegui tirar 2,5 e ser encarada pelo professor com olhinhos de desprezo. foi uma atitude bastante infantil e preguiçosa, mas hoje acredito que esse tipo de abordagem poderia dar um caldo, num futuro próximo, se fosse mais encorajada. e agora que estou acabando de ler “SEYMOUR, UMA APRESENTAÇÃO”, de j.d. salinger, tenho mais convicção desta idéia.
a história faz parte da série de contos de salinger sobre a família GLASS (a grande fonte de inspiração do filme “os excêntricos tenenbaums”), e esta em especial é uma tentativa do personagem BUDDY, principal alter-ego de salinger, de apresentar seu irmão mais ilustre, o encantador, poeta, vidente e suicida SEYMOUR GLASS. ao mesmo tempo, é também uma espécie de tratado sobre literatura, estilo e escrita – mas um tratado vivo, apaixonado, obsessivo, bem-humorado e cheio de provocações, justamente o tipo de coisa que passa bem longe das mortas aulinhas de crítchica da universidade.
buddy glass é um escritor de prosa. ele está no meio de um ataque criativo, extaticamente feliz, falando do assunto mais iluminado de sua vida, seu irmão seymour (e LITERATURA). seymour é um poeta, mas seus poemas não estão ali. só temos a DESCRIÇÃO que buddy faz dos poemas, como:
“o outro poema, o último do lote, é sobre um homem ainda moço, recém-enviuvado, que mora nos subúrbios de nova york e, certa noite, senta-se em seu pedacinho de gramado (implicitamente de pijama e robe) para olhar a lua cheia. uma entediada gata branca, sem dúvida parte da família e quase certamente personagem antes importante na casa, aproxima-se dele e se deita de pernas para o ar. o homem dá a mão esquerda para que a gata morda, enquanto continua olhando a Lua.”
buddy explica a poética genial que seymour inventou (uma espécie de haikai - mas um haikai DUPLO e com notas de TROMPETE!!!), depois analisa e amplia seus significados, completamente apaixonado pelo estilo de seymour (em outras palavras: buddy é um puta PAGA PAU). mas os poemas de seymour, de fato, não aparecem. então, buddy quer nos dizer o tempo todo o quanto seymour é genial, mas seymour só será genial se buddy for genial. (dãhr) uma espécie de competiçãozinha entre dois irmãos talentosos que se admiram e que são a mesma pessoa, salinger, e, ao mesmo tempo, entre duas (várias...?) possibilidades de escrita.
ou então, bem, sei lá. (acho que escrevi alguns “sei lá” em alguns trabalhos da faculdade também.) parei numa parte em que seymour começava a analisar um conto escrito por buddy, a coisa se inverte e todo esse papo pode mudar, ganhar novas dimensões, ou nada disso. depois escrevo mais. se não for amanhã, será depois de amanhã. e se não for depois de amanhã, provavelmente é porque fui pro bar e desisti.
pra quem se interessar, o conto foi lançado pela lpm de bolso junto com um outro - “carpinteiros, levantem bem alto a cumeeira” - em que buddy narra o dia que seymour não foi ao próprio casamento, muito bom. tudo a preço de bananafish.
pandez diz: viver é pisar no chiclete que as gerações anteriores cuspiram no chão ronin diz: viver é pisar no chão pandez diz: então os pássaros, os peixes, as minhocas e as lombrigas não vivem? pandez diz: nem as aeromoças e os piolhos e todos os vermes e as bactérias...? ronin diz: cada um tem o chão q merece